Como se encerra uma história? O jornalista Jad Abumrad, apresentador do Radiolab, um dos maiores e mais influentes podcasts do mundo, fez um TED Talk em junho pra responder a essa pergunta.

Eu não quero dar spoiler nem reduzir uma palestra a uma frase, mas quase no final Jad fala algo que ficou martelando na minha cabeça: “A história não pode terminar em diferença. Tem que terminar em revelação.”

YES!

Ouvir isso exatamente no dia seguinte à última live da série O Futuro do Passado foi o melhor jeito de fechar o ciclo: esse conceito encaixou perfeitamente no que eu estava sentindo depois de três meses de conversas.

A proposta era simples: conversar com gente interessante sobre a vida profissional no meio da quarentena. Foram 12 conversas de uma hora, com uma pauta dividida em três partes: como a pessoa (e sua empresa) trabalhava antes da quarentena, como passou a trabalhar durante esse período e como acha que ficaria o mundo quando as coisas voltassem ao outrora chamado “normal”.

Convidamos gente que trabalha no Coolworking ou que faz parte do nosso Ecossistema de empresas parceiras. Teve quase de tudo, em termos de segmentos de negócio: marketing, comunicação, construção civil, decoração de interiores, bem estar pessoal, desenvolvimento de software, alocação de mão de obra, consultoria empresarial.

Teve mais homem que mulher, admitimos e melhoraremos na próxima, mas teve uma boa amostra de idade, uma boa mistura de experiência e juventude. Mas um dado importante vale destacar: todas as pessoas trabalham em posição de liderança em suas empresas.

Por mais diversidade que a gente tivesse entre os convidados, em toda a entrevista sempre tinha o momento “falamos disso na semana passada”. Podia ser uma palavra ou uma ideia, mas sempre dava pra puxar o fio de uma entrevista passada e ainda acrescentar mais uma camada de profundidade.

A sensação, quando a gente começa a olhar em detalhes todas as conversas que tivemos desde abril, foi que se passaram três anos em três meses. O cenário mudou bastante e continua muito difícil traçar estratégias de médio ou longo prazo, mas fechamos o ciclo de O Futuro do Passado com poucas diferenças e muitas revelações.

Pra organizar esse feliz resultado e te convidar pra participar dessa conversa, resumimos as melhores ideias dessas 12 horas de papo e classificamos em 5 REVELAÇÕES PRO TRABALHO, PRA VIDA, PRO UNIVERSO E TUDO MAIS


  1. A CONFIANÇA É O QUE MANTÉM A SEGURANÇA

“Em um momento de medo e incerteza, é a confiança que pesa mais na balança. Quando a gente confia na pessoa, na empresa, no fornecedor, no cliente a sensação de segurança conforta, tranquiliza.”

Juliana Rodermel Joaquim, Compreendo Comunicação


Temos que ampliar as zonas de confiança. Recuperar essa questão de você ser transparente comigo e eu ser transparente contigo, de fazer negócio sem pensar se o outro está escondendo algo. Será que eu conheço a pessoa que está fazendo negócio comigo ou só conheço o crachá?

Luis Leigue, Coolworking | ACIJS


“Eu tenho a crença que cada vez mais as marcas vão ter que se voltar para o bem comum, vão ter papel importante nesse sentido, vão ser cada vez mais requisitadas por seus consumidores a adotar uma postura transparentee fortalecer os laços de identificação.”

Daniel Maffezzolli, BrandOpen


  1. A TECNOLOGIA MUDA, MAS O RELACIONAMENTO PERMANECE


“O relacionamento se torna ainda mais importante em tempos de isolamento. Empresas que têm um bom sistema de gestão e uma administração sólida, se focarem mais ainda no relacionamento com os clientes agora, vão ter muito mais chances de passar por esse período com menos perdas”

Edson Kuchnir, Destaq Treinamentos


“Conseguimos encontrar soluções para atender os clientes de forma remota, de apresentar projetos on line que até nos tornaram mais eficientes, porque eliminamos o tempo de deslocamento entre uma cidade e outra. A tecnologia pode aproximar as pessoas, é só uma questão de se adaptar e manter o foco no que é importante, no relacionamento.” 

Marie Nasario, Projemoveis | Café de Rua


Não faz sentido ter medo de transmitir um evento ao vivo por medo de não ter público presencial. Nós somos sociáveis, queremos nos encontrar. Mas a pandemia deixou claro que com a tecnologia a gente consegue atingir mais gente num evento, consegue aproveitar melhor o tempo e até fazer coisas antes impossíveis, como um presidente de empresa passar a mesma mensagem, ao mesmo tempo, para funcionários de diferentes cidades.

Tiba, WeGroup


  1. O CENÁRIO É INCERTO, ACEITE E APROVEITE


“A real segurança é a de caminhar na insegurança. O quão seguro você está de não saber o que vai acontecer?”

Luis Fernando Leier, Tribo Inspire


“A pandemia causa um efeito parecido com os estágios do luto. Quanto antes a gente passar pelas fases de negação, de raiva e partir pra aceitação que o mundo está mudando radicalmente, e que precisamos nos adaptar, mais cedo vamos nos recuperar”

Junior Vendrami, Bubbleless


“Pra todo caos, existem soluções. Mas a empresa precisa se adaptar rápido pra encontrar as melhores, resolver os problemas e fidelizar cada vez mais o cliente. Já temos projetos adaptados à nova realidade de uma vida mais em casa, com espaço para lazer, trabalho, e atividade física.”

Felipe Kobus, LFK Engenharia


  1. É SER HUMANO NÃO SER MÁQUINA


A informação é muito valiosa para o impacto emocional, nossos professores tiveram que exercer a empatia mais do que nunca para dar o suporte necessário aos alunos no início da quarentena. Eu acho que vamos desacelerar um pouco, estamos num processo de humanizar a tecnologia, usar mais a nosso favor para ter uma rotina mais saudável 

Gustavo Bartsch, Core Personal Training 


“Mais do que nunca a gente precisa dar valor aos pequenos prazeres da vida, olha o quanto estamos sentindo falta dos encontros com amigos, de poder abraçar uma pessoa na rua sem preocupação. “ 

Helena Leigue, Diário do Chá


“Quando todos trabalham de casa e abrem suas câmeras pra participar de reuniões, lembramos que somos humanos também durante o expediente. Isso é uma mudança positiva, que aproxima, aumenta a empatia e o sentimento que somos todos iguais.”

Cleyton Hort, Lyncas


  1. CONECTAR É PRECISO

“As empresas precisam ser reflexo das pessoas. Não do mercado ou do produto, mas das relações que as pessoas conseguem criar junto, como elas conseguem olhar junto pro problema e encontrar as soluções e oportunidades. Olhe ao seu redor. Pra sua associação, pro seu sócio, pros seus funcionários, pros seus concorrentes. As conexões te dão uma visão que você não tem e te indicam caminhos que você não veria sozinho.”

Luis Leigue, Coolworking | ACIJS


“Escute, pergunte, não tenha medo de pedir ajuda. Em momentos críticos, as boas conexões se fortalecem. Mas não dá pra esquecer que uma conexão boa é aquela que você dá e recebe, que você alinha expectativas e objetivos sempre, não só quando você precisa.”

Caio Mandolesi, Coolworking


PS: Olhando agora, é como se a gente tivesse um grande seminário de dois dias, com palestrantes de peso. Então, aproveite. Não fique só aqui nesse resumo: corre lá em nosso perfil do Instagram e assiste os vídeos, entre em contato com os participantes. Todo mundo está aberto a novas conexões.

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